Acuado diante de uma oposição fortalecida, o governo ameaça levar o embate para a Justiça. Na última quinta-feira (13), o deputado estadual Nélter Queiroz (PMDB) transmitiu um recado do governador Iberê Ferreira de Souza (PSB): caso os parlamentares não votem, até a próxima semana, o projeto de lei que amplia a margem de remanejamento do Orçamento Geral do Estado (OGE) dos atuais 5% para 12%, o governo para entrar com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça (TJ).
Nélter acusou a oposição de fazer “politicagem” e de transformar a Assembleia Legislativa num palanque eleitoral. Insinuou ainda que Robinson estaria agindo “a serviço de Rosalba [Ciarlini, senadora e pré-candidata do DEM ao Governo do Estado]”. Em tempo: o líder do PMN rompeu com o governo e aceitou o convite para ser o vice na chapa da democrata.
A oposição retruca, dizendo que aprovar o referido projeto equivaleria a passar um “cheque em branco” ao governo em pleno ano eleitoral. O deputado estadual Getúlio Rêgo (DEM) usou adjetivos nada lisonjeiros para responder à provocação de Nélter Queiroz: “É chantagem”, disparou.
O líder do PMDB na Casa, José Dias, não deixou por menos e afirmou que o governo estaria tentando “emparedar” a Assembleia Legislativa. O peemedebista responsabilizou ainda o próprio governador pelo que chamou de “uma campanha de ameaça e de terror”.
Diante das queixas do Executivo, Robinson Faria vai levando a situação em banho-maria. Enquanto o governo tenta colar nele a pecha de oportunista, o presidente da AL repete o mantra de que aguarda só o “detalhamento” da utilização dos recursos para colocar o projeto em votação.
