O vice-governador Robinson Faria (PSD) pode ter achado o bilhete premiado das eleições 2014.
Se Rosalba Ciarlini n ão conseguir reverter a decisão de ontem (10) dos juízes do Tribunal Regional Eleitoral, Robinson Faria ganha condições de competitividade na eleição para o governo. Até então, Robinson, coitado, figurava como coadjuvante na disputa majoritária.
O vice-governador me surpreendeu ontem nas primeiras declarações sobre o afastamento da governadora Rosalba Ciarlini.
Ansioso por natureza, Robinson se mostrou bastante cauteloso com o desenrolar dos acontecimentos no âmbito da Justiça Eleitoral. Robinson dizia ontem que "é preciso manter a serenidade" e "que não tomará nenhuma decisão ou atitude que provoque um ambiente de insegurança administrativa e jurídica". E falou que está pronto para cumprir seu papel "constitucional".
Robinson se mostrou cauteloso porque o Tribunal Superior Eleitoral pode reformar a decisão do Tribunal Eleitoral do Rio Grande do Norte.
Robinson se mostrou cauteloso porque ainda não foi empossado no cargo de governador. Ele terá de esperar a publicação do acórdão do TRE no Diário Eletrônico da Justiça, previsto para ocorrer somente na quinta-feira (12). Notificado, o presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta (PROS), dará posse a Robinson Faria na chefia do Executivo estadual.
Se o recurso da governadora Rosalba Ciarlini não vingar, Robinson Faria encerra o ano no cargo de governador. Melhor: começará o ano articulando sua candidatura ao governo sentado na cadeira de governador.
Robinson Faria é o único candidato declarado ao Governo do Estados. As demais lideranças políticas se mostram, no mínimo, hesitantes. Se mostram hesitantes porque a situação no governo não está fácil.
Com a caneta de governador nas mãos, Robinson passará a ter instrumentos de persuasão, coisa que ele perdeu desde que deixou o comando da Assembleia Legislativa e desde que foi escanteado pelo casal que governa o Estado.
Os tempos de ostracismo político vão ficar para trás. Robinson voltará a ter seu séquito de políticos e bajuladores. Nos últimos tempos, ele aparecia sozinho nos restaurantes.
Há quem diga que nada vai mudar na troca de Rosalba por Robinson Faria. Eu compreendo a dúvida. Robinson Faria não tem experiência no Executivo. Na sua trajetória política, ele se destaca por ter comandado a Assembleia Legislativa por oito anos. Sua gestão no legislativo estadual foi marcada por inovações em vários setores da casa. No Executivo, nada.
Mas Robinson Faria pode ser responsabilizado pelo descalabro financeiro herdado por Rosalba Ciarlini. Ele foi aliado de Wilma de Faria, antecessora de Rosalba, durante todo o governo passado. Só largou Wilma quando a governadora decidiu-se por Iberê Ferreira na sucessão estadual.
Robinson Faria ajudou Wilma a aprovar mais de vinte planos de cargos e salários de diversas categorias dos servidores sem a garantia do orçamento público para bancar a efetivação dos planos.
Essa conta ele pode dividir com os deputados da época, mas Robinson, como presidente da AL, tinha o poder de definir a pauta e conduzir as votações em plenário. Sem dúvida, ele é o principal responsável pela aprovação dos planos de carreira no âmbito do legislativo.
É pouco provável que ele tivesse as condições de atender os planos de carreira se estivesse sentado na cadeira de governador no lugar de Rosalba desde o início do mandato.
A meu ver, Rosalba Ciarlini cometeu três grandes erros ao longo do seu mandato: ela subestimou seus aliados políticos e brincou com a sorte na última eleição de Mossoró; ela brigou com os poderes constituídos do Estado; e ela entregou o governo ao marido Carlos Augusto Rosado de forma escancarada.
Tudo isso, junto e misturado, derrubou Rosalba.
Se Rosalba Ciarlini n ão conseguir reverter a decisão de ontem (10) dos juízes do Tribunal Regional Eleitoral, Robinson Faria ganha condições de competitividade na eleição para o governo. Até então, Robinson, coitado, figurava como coadjuvante na disputa majoritária.
O vice-governador me surpreendeu ontem nas primeiras declarações sobre o afastamento da governadora Rosalba Ciarlini.
Ansioso por natureza, Robinson se mostrou bastante cauteloso com o desenrolar dos acontecimentos no âmbito da Justiça Eleitoral. Robinson dizia ontem que "é preciso manter a serenidade" e "que não tomará nenhuma decisão ou atitude que provoque um ambiente de insegurança administrativa e jurídica". E falou que está pronto para cumprir seu papel "constitucional".
Robinson se mostrou cauteloso porque o Tribunal Superior Eleitoral pode reformar a decisão do Tribunal Eleitoral do Rio Grande do Norte.
Robinson se mostrou cauteloso porque ainda não foi empossado no cargo de governador. Ele terá de esperar a publicação do acórdão do TRE no Diário Eletrônico da Justiça, previsto para ocorrer somente na quinta-feira (12). Notificado, o presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta (PROS), dará posse a Robinson Faria na chefia do Executivo estadual.
Se o recurso da governadora Rosalba Ciarlini não vingar, Robinson Faria encerra o ano no cargo de governador. Melhor: começará o ano articulando sua candidatura ao governo sentado na cadeira de governador.
Robinson Faria é o único candidato declarado ao Governo do Estados. As demais lideranças políticas se mostram, no mínimo, hesitantes. Se mostram hesitantes porque a situação no governo não está fácil.
Com a caneta de governador nas mãos, Robinson passará a ter instrumentos de persuasão, coisa que ele perdeu desde que deixou o comando da Assembleia Legislativa e desde que foi escanteado pelo casal que governa o Estado.
Os tempos de ostracismo político vão ficar para trás. Robinson voltará a ter seu séquito de políticos e bajuladores. Nos últimos tempos, ele aparecia sozinho nos restaurantes.
Há quem diga que nada vai mudar na troca de Rosalba por Robinson Faria. Eu compreendo a dúvida. Robinson Faria não tem experiência no Executivo. Na sua trajetória política, ele se destaca por ter comandado a Assembleia Legislativa por oito anos. Sua gestão no legislativo estadual foi marcada por inovações em vários setores da casa. No Executivo, nada.
Mas Robinson Faria pode ser responsabilizado pelo descalabro financeiro herdado por Rosalba Ciarlini. Ele foi aliado de Wilma de Faria, antecessora de Rosalba, durante todo o governo passado. Só largou Wilma quando a governadora decidiu-se por Iberê Ferreira na sucessão estadual.
Robinson Faria ajudou Wilma a aprovar mais de vinte planos de cargos e salários de diversas categorias dos servidores sem a garantia do orçamento público para bancar a efetivação dos planos.
Essa conta ele pode dividir com os deputados da época, mas Robinson, como presidente da AL, tinha o poder de definir a pauta e conduzir as votações em plenário. Sem dúvida, ele é o principal responsável pela aprovação dos planos de carreira no âmbito do legislativo.
É pouco provável que ele tivesse as condições de atender os planos de carreira se estivesse sentado na cadeira de governador no lugar de Rosalba desde o início do mandato.
A meu ver, Rosalba Ciarlini cometeu três grandes erros ao longo do seu mandato: ela subestimou seus aliados políticos e brincou com a sorte na última eleição de Mossoró; ela brigou com os poderes constituídos do Estado; e ela entregou o governo ao marido Carlos Augusto Rosado de forma escancarada.
Tudo isso, junto e misturado, derrubou Rosalba.
Ví e Lí em Diógenes Dantas

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